Aprendendo com Howard Marks

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“Não há nada tão perturbador para o bem-estar e julgamento de alguém quanto ver um amigo ficar rico.”

Charles Kindleberger

Esta citação acima encaixa perfeitamente no contexto posterior que Howard Marks descreve com excelência em seu livro “Dominando o Ciclo de Mercado”.

Os participantes do mercado estão sofrendo com o dinheiro que outros fizeram e perderam, e temem que a tendência (e a dor) continue. Eles concluem que se juntar à manada vai parar a dor, então se rendem. E, finalmente, terminam por comprar o ativo bem em sua ascensão ou vender depois de ter caído muito.

Howard Marks

O EFEITO CÍCLICO DA INVEJA

Mais uma onda avassaladora de aprendizado que adquiro com os sobreviventes mais antigo destes mercados. Aulas e mais aulas vivenciadas na prática, conceituadas do início ao fim dos inúmeros ciclos financeiros que são repetidamente criados pela psicologia humana – da extrema ganância ao extremo pessimismo -. A grande vantagem retirada da sabedoria de Marks para nós, não só parece repetitivo, como realmente é repetitivo. Ciclos micros e macros são gerenciados especificamente e exclusivamente pela capacidade mental dos indivíduos em se compararem ao outros que os rodeiam, arrastando-os de maneira discreta e contínua ao mesmo lugar, seguindo o mesmo fluxo.

Padrões comportamentais destes humanos se igualam, particularmente, da mesma maneira até na interpretação midiática sobre a economia [geral ou local], ou dos comentários, por partes dos influenciadores dos mercados, relacionados aos futuros das empresas se baseando em achismos descabidos, e principalmente em questões governamentais.

Empresas “padrões” são levadas ao grande público sendo denominadas, ou como grandes salvadoras, ou como grandes perdedoras por variados motivos. O movimento sazonal* é criado seguindo o fluxo massivo, por parte dos indivíduos, rumo ao enriquecimento. E, em praticamente 98% das ocasiões, invejando o vizinho, amigo, colega de trabalho ou algum familiar, os sujeitos se tornam irracionais o suficiente para sair comprando exatamente o que todos os outros estão comprando, e o pior de tudo, no mesmo período de tempo.

“Talvez, tudo se resuma à inveja.”

Seja a inveja em deixar de ganhar, ou em deixar de perder, ou até invejar que alguém está perdendo menos do que você.

SEGUE O FLUXO

Ao abordar esta reflexão, torna-se simples a interpretação de como os ciclos, sejam pequenos ou grandes, se formam. Esqueceremos a visão material e exata sobre os fluxos e vamos apenas mirar no objetivo ondular do mercado.

  • Eventos na economia e nos lucros tornam-se cada vez melhores;
  • Investidores se alimentam da positividade. A psicologia e as emoções entram em ação gerando o efeito das compras;
  • Investidores começam a lucrar, arrastando atenção dos mais próximos;
  • Inveja entra em ação de maneira suave e contínua, havendo uma escalada pela ascensão financeira e, consequentemente, aumento da tolerância aos riscos;
  • Retornos, que antes eram lucrativos, começam a diminuir delicadamente;
  • Eventos positivos continuam ocorrendo na percepção dos indivíduos [mesmo que não seja verdade]. Efeito psicológico positivo continua elevando os preços dos Ativos;
  • Intensa ganância entra em ação pelo aumento contínuo dos preços, arrastando mais humanos. Até os mais céticos e racionais começam a sentir “dor” pela perda das oportunidades e também começam a comprar;
  • Ativos supervalorizados;
  • Processo psicológico começa entrar em reversão. Alguns sujeitos começam se dar conta de que há uma irracionalidade nos preços, tornando-se injustificáveis, por milhares de motivos [ou até por nenhuma razão aparente];
  • Eventos já não correspondem mais às expectativas;
  • Começa haver uma queda aparente nos preços, até um declínio mais acentuado. Psicologia reversa entra em ação de maneira mais contundente e rápida;
  • Investidores começam o processo de venda rapidamente tentando obter o maior lucro possível;
  • Outra parte dos investidores se mantêm firmes de que os prejuízos são passageiros e continuam acreditando na recuperação;
  • Psicológico começa agir fortemente até entre os mais céticos, onde iniciam vendas mesmo com altos prejuízos. Preços caem substancialmente, tornando os ativos extremamente baratos e com alto retorno lucrativo;
  • Investidores mais preparados enxergam ótimos lucros e começam a comprar por pechinchas;
  • Recomeça o efeito “inveja” e o receio em “ficar para trás” por parte de outros indivíduos.

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Fim do Ciclo Macroeconômico

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Quando se compra algum ativo descontado, com fundamentos financeiros coerentes, o investidor adquire a chamada “margem de segurança”. Possivelmente, este mesmo sujeito não sofrerá tanto caso venhamos a nos deparar com um bear market prolongado. É como comprar um imóvel que vale $500 mil por $300 mil. Garanto que este imóvel não perderá o valor a curto/médio prazo por mera questão pessimista por parte dos interessados.

Estou me tornando, de certa forma, obcecado pelos livros escritos pelos “velhinhos” (com o máximo respeito) que atuam no mercado financeiro a dezenas de anos. Aprendo valorosos ensinamentos que fazem todo o sentido nos dias atuais. Os padrões que eles descrevem fervorosamente e incisivamente continuam sendo demonstrados atualmente de maneira muito clara e límpida. Impressiona-me como os fatos constantemente observados seguem não sendo praticados por grande parte dos indivíduos. Ciclos voltam ao ponto inicial, chegam ao topo e decaem previsivelmente – atuam estupidamente como a gravidade -, mas neste caso, a gravidade é puramente emocional e psicológica.

Estes “monstros” dos mercados repetidamente batem na tecla da estimada importância do valor justo, de comprar descontado e de como isso influencia positivamente com a margem de segurança adquirida. Da mesma forma que aprendo, me cobro e também continuo escrevendo religiosamente, demonstrando inúmeros exemplos que acompanho em alguns ativos. Abaixo vou deixar um link de artigos anteriores que acompanho e vou trazer futuramente alguns ativos que tenho acompanhado.

A VIRADA DO CICLO MACROECONÔMICO

Sim, de forma muito resumida e direta, estamos chegando ao fim do topo do ciclo macroeconômico. Não precisa ser gênio em matemática, estatística ou economia para garantir que os ‘milagres dos estímulos financeiros’ por parte dos Bancos Centrais estão com os dias contados. Basta acompanhar a hiperinflação se aproximando vagarosamente, acompanhada da diminuição da taxa de natalidade mundial, do aumento exponencial da substituição dos indivíduos economicamente produtivos por tecnologias cada vez mais avançadas com base na Inteligência Artificial (I.A), na queda expressiva da racionalização básica dos indivíduos médios sendo substituído pela generalizada estupidez. Esta última característica pode ser detectada pela expressiva baixa qualitativa da educação escolar.

A decadência e a marginalização da grande massa populacional indica o ponto dos estímulos financeiros governamentais, baseada em benefícios sociais sem produção, e consequentemente, no aumento do desemprego. Aumento de desemprego aliado a queda da taxa de natalidade e o aumento da I.A, refletem diretamente na diminuição do Produto Interno Bruto (PIB) dos países – no longo prazo. Portanto, queda de consumo, queda de produção, diminuição dos lucros e desestimulação econômica generalizada. Fim do macro ciclo de alta e início do macro ciclo de baixa.

DE VOLTA AO FUTURO

Essa é a importância de não estar exposto ao bear market prolongado – 5 a 10 anos, ou mais – para o pequeno/médio investidor. Este indivíduo precisa entender que a vida é dinâmica e que pode precisar do dinheiro investido para urgências de qualquer espécie, seja pelo desemprego, por questões de saúde, familiar ou endividamento repentino. Determinando este conceito, chega-se ao ponto-chave da enorme importância de se comprar ativos baseado na margem de segurança. Conseguir retirar o capital aplicado sem grandes prejuízos (ou nenhum prejuízo) imediatamente, mesmo em longas quedas gradativas dos mercados.

Por este detalhe praticamente não observado pelos tantos “vendedores” dos eternos bull markets, que os crashs de 1929 e 2000, bem como do estouro da bolha japonesa, foram tão expressivos para os investidores da época. Muitos ficaram desempregados, sem renda, com os governos apertando as rédeas para suprir os estragos. Felizmente, a geração atual atuante nos mercados ainda não passou por uma grave depressão econômica e estão sempre falando abertamente:

Preço não importa a longo prazo. O mercado a longo prazo é sempre bull market.

Ok! Concordo plenamente que no longo prazo o mercado irá retornar. Mas a grande diferença é: Será que o pequeno/médio investidor irá aguentar 5, 10 ou 20 anos para retornar seu capital inicial? Ainda mais podendo passar por inúmeras urgências pessoais?

A geração atual não passou por nenhuma depressão economicamente grave, portanto, não tem a mínima capacidade lógica para racionalizar as consequências graves com o fim do macro ciclo econômico. Nossa estabilidade financeira é extremante vulnerável. Tentar influenciar indivíduos a mergulhar no mundo dos investimentos em renda variável sem a mínima responsabilidade racional, é praticamente um crime para os “velhinhos” que viveram na pele e que ninguém escuta. Aliás, até escuta, mas ignora.

PREÇO JUSTO IMPORTA! COMPRAR COM DESCONTO IMPORTA!

“Um dos fatores mais significativos que impedem os investidores de chegar a conclusões apropriadas é a tendência de avaliar o mundo com sentimentalismo, e não com objetividade. Tudo que era bom para o mercado ontem, não é bom para o mercado hoje”.

HOWARD MARKS

Leia: Vivo de Desconto! Menos no Mercado.

Curto e Grosso

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Não pense demais. Pense sempre!

Avulso.

O FAZENDEIRO LEVA O BOI PARA O ABATE

Em meio as situações noticiadas instantaneamente, bombardeadas em nossas mentes, fica cada vez mais escassa obter fontes confiáveis de informações, sem que haja algum viés ideológico, tentando nos manter cada vez mais carentes de dados coerentes e verdadeiramente necessários. Observo atentamente como o homem age, em sua astúcia, visando unicamente em prol de benefícios próprios, não considerando repassar ao próximo sobre as verdadeiras lições aprendidas.

Algo que têm me chamado a atenção nos estudos e reflexões cotidianas, são nos desmontes racionais em relação aos valores dos ativos. Se tantos autores afirmam vigorosamente que os mercados agem de forma eficiente, qual a justificativa plausível para as distorções negativas absurdas nos preços dos imóveis? Me refiro diretamente aos Fundos Imobiliários e Real Estate Investment Trust. Em cerca de 11 (onze) meses, estes ativos, principalmente os REIT´s, simplesmente viraram pó, foram esquecidos, abduzidos pelo comportamento da massa de manobra que se acostumou a terceirizar a inteligência e o raciocínio a terceiros, os quais se julgam plenamente capacitados para impor valor ao que bem entendem.

Vejam bem! É razoável e de muita estima orientar os indivíduos, dando uma direção, um norte. Mas é igualmente deplorável tentar limitá-lo com intuito de torná-lo apenas um consumidor do seu conteúdo, e não um pensador independente, um criador.

Voltando ao meu raciocínio inicial, claramente houve uma super valorização incontestável dos setores de tecnologia nos mercados. Em contrapartida, imóveis estão sendo completamente ignorados em seu valor, muito por conta do volume exacerbado de informações destes renomados influenciadores e analistas.

Ao verificarmos os dados econômicos numerais, nota-se que os REIT’s, em sua grande maioria, sofreram enormes impactos iniciais durante a pandemia do Covid-19. Porém, subsetores pontuais se adaptaram rapidamente ao novo contexto social. Continuaram lucrando e adquirindo novos modelos de negócios – tudo se transforma -. Obviamente, os grandes investidores se aproveitam do baixo interesse intelectual da grande massa e atuam antecipadamente aos fatos já consumados, comprando verdadeiras pechinchas.

Meramente racional e exemplar

National Retail Properties em 1 (um) ano.
VALOR JUSTO
VALOR JUSTO E SUA COTAÇÃO ATUAL

Legenda:
1. Preço Justo Teórico de acordo com seus lucros – REIT NNN;
2. Preço Atual.

Muitos REIT´s e Fundos Imobiliários com lucros constantes se mantendo com preços baixíssimos. Equivale a você, leitor, comprar seu tão sonhado imóvel com um desconto de até 50% de desconto (ou mais), sem que haja um grave motivo aparente. O que é grave, é se tornar influenciável.

Mas fique tranquilo! Muito em breve começará chegar aquela boiada sendo orientada pelo fazendeiro para comer o capim já escasso e limitado num sol escaldante.

Vinícius Capucho

Fontes:
GuruFocus
Fundamentei

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O Sujeito Parou de Raciocinar

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“O que sabemos é uma gota; o que ignoramos é um oceano.”

Isaac Newton

PRINCÍPIO

Confesso que a grande diferença que vejo nos artigos que descrevo fluem constantemente da minha mente e do quão poder observo que a mesma tem sobre minhas atitudes. Fujo de conteúdos frios e indiferentes pois aprecio a beleza da filosofia humana e divina ao mesmo tempo. Ambas andam lado a lado constantemente em meus 100 bilhões de neurônios, aproximadamente [humano adulto]. Todos os escritos são emocionalmente pensados e refletidos sobre o “próximo” conteúdo a ser apresentado de uma forma clara e objetiva e, principalmente, lógica.

Seguindo essa mesma linha de raciocínio, venho expor a capacidade reduzida de muitos de nós em relutarmos incansavelmente do óbvio e histórico contexto que vivemos, por inúmeros motivos quaisquer. Me refiro em praticamente todos os âmbitos imaginados. Todo indivíduo tem plena consciência que toda ação gera uma reação e possivelmente na mesma categoria positiva ou negativa, de acordo com o ato tomado. Cito basicamente um útil e estúpido exemplo corriqueiro: Sou traiçoeiro. Logo, me trairão.

Algo tão nítido a qualquer mente incabível de educação básica pelo simples fato de não ter ligação com a educação do sujeito, mas sim, da sabedoria instintiva de cada ser humano pensante e consciente.

“Pensar não basta. Tem que haver consciência.”

“Acho que seria melhor ficarmos fascinados com as possibilidades da nossa inteligência, da consciência que em realidade já possuímos, e com a capacidade de nos tornarmos não meramente instruídos, mas de nos tornarmos sábios”.

Krista Tippett

FLUXO DE SABEDORIA E A PERCEPÇÃO CATEGORIAL

Passando por um breve contexto sobre a sabedoria filosófica, caminho em direção ao fluxo monetário. Me questiono e te questiono: “Se as circunstâncias, o cenário e as conjunturas são óbvias, por quê continuo no sentido contrário? “

Simplificando

Desvalorização do Real em relação ao Dólar

Utilizando uma métrica tão primitiva, sem aprofundamentos técnicos e macroeconômicos, foque puramente na desvalorização de 67.22% do Real (R$) em relação ao Dólar ($) desde 2012. Historicamente, a queda é essencialmente constante.

Dentre tantas questões e explicações influenciando diariamente ou indiretamente os indivíduos sobre as perspectivas econômicas brasileiras, não consigo enxergar um cenário longínquo [que se encontra longe, distanciado, afastado no espaço], em que as condições para se investir em qualquer país tecnicamente mais frágil, se torne favorável em algum momento. Se o indivíduo preza tanto por manter a capacidade primordial mínima do ganho e da liberdade financeira, não faz sentido algum em alocar grande parte do patrimônio em situações desvalorativas que não estão sob o seu controle. Aliás, já que não obtemos controle sobre nenhuma circunstância, deve-se usar a sabedoria da forma mais prática possível para obter o menor prejuízo concebível.

Sujeitos estudiosos e inteligentes mantêm comportamentos extremamente irracionais e ilógicos baseados em justificas notavelmente utópicas, sem nenhum embasamento conclusivo sobre mudanças de paradigmas historicamente e culturalmente enraizados. Poderá haver em algum momento uma mudança perceptiva dos fundamentos práticos que atuem positivamente na valorização de uma moeda fraca sobre a forte a longo prazo, mas para que isso ocorra, grandes transformações estruturais deverão ser claramente expostas [o que não é o caso]. Caso isso aconteça, prontamente o indivíduo deve seguir a direção óbvia do dinheiro. Enquanto isso não ocorre, não se justifica especular fortemente contra os fatos incontestáveis. A sabedoria deve ser praticada, inclusive nos investimentos financeiros, por mais oculta que pareça. Quando você aprende, você nunca perde.

“Quem pensa pouco, erra muito.”

Leonardo Da Vinci

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#Socialismo é a Quarta Revolução Industrial

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“Estive batendo nessa tecla da inteligência artificial por uma década. Nós temos que nos preocupar sobre onde essa coisa de I.A está indo. As pessoas que eu vejo estando mais erradas sobre I.A são aquelas que são muito inteligentes, pois elas não imaginam que um computador possa ser mais inteligente do que elas. É uma falha de lógica. Elas, desse jeito, estão sendo muito mais burras do que elas pensam que são”

ELON MUSK

É o novo conceito de capitalismo de consumo baseado em igualdade, ou nivelamento, dos indivíduos produtivos, Níveis de estudos estão sendo destruídos e substituídos por tecnologias avassaladoras referentes à Inteligência Artificial (I.A). Sujeitos se tornando órfãos de si e de suas características que o diferem do outro. O desenvolvimento pessoal e intelectual se tornando apenas uma questão humana e nada mais.

Ao lado oposto, observa-se conceitos governamentais, a nível mundial, que estimulam o retrocesso intelectual e meritocrático dos indivíduos. Estímulos financeiros diretos sem merecimento e produção que causam uma enorme deseducação financeira e desvios comportamentais irreparáveis em qualquer sujeito. Uma geração atuante se enquadra neste sistema falido e outra geração posterior que se aproxima à galope.

As palavras ‘profissão‘ e ‘profissional‘ estão caindo em desuso pela presença, necessariamente, de indivíduos desmotivados e incapacitados racionalmente e psicologicamente em superar a velocidade evolutiva da I.A. Estamos sendo substituídos rapidamente e continuamente com a própria ignorância em acreditarmos que necessitamos desesperadamente de uma falsa facilidade contínua e interminável, infinita.

Esta Quarta Revolução acompanha a quebra de um paradigma, onde o sujeito é o agente atuante, determinante para o desenvolvimento social do meio em que vive e passa a ser apenas um mero figurante. Um observador distante das sistemáticas evoluções que o giram. O próprio ato individual e intransferível de pensar e raciocinar se torna cada vez mais inútil e, por que não, patético.

Qual capacidade terá o homem em desenvolver e criar algo de valor, sendo que a própria I.A se aperfeiçoará quase instantaneamente com a premissa inicial de facilitar, continuamente, a frágil e sofrida vida do pobre humano. De fato, a subsistência humana está cada vez mais próxima do que a grande massa consegue notar. Milhões de empregos sendo substituídos a passos lagos, transformados em pó, em nome do bem da humanidade.

“A quarta revolução industrial não é definida por um conjunto de tecnologias emergentes em si mesmas, mas a transição em direção a novos sistemas que foram construídos sobre a infraestrutura da revolução digital (anterior)”, diz Schwab, diretor executivo do Fórum Econômico Mundial e um dos principais entusiastas da “revolução”.

Klaus Martin Schwab

Fatalmente irá nos restar, pobres e subdesenvolvidos mortais, apenas a manutenção do próprio corpo físico sustentado por pão e água. Todo o resto já está sendo consumido. O nivelamento social do rebanho, antes produtivo e pensante, não acontece perfeitamente do dia para a noite, mas de forma gradual, contínua e progressiva.

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Vivo de Desconto! Menos no Mercado.

“Lugar público, ao ar livre ou em recinto fechado, onde se vendem e onde se compram mercadorias.”

Mercado, Significado

HOLANDÊS VOADOR

A primeira foi da Companhia Holandesa das Índias Orientais, negociada na Bolsa de Amsterdã, capital holandesa.

O plano era o mesmo das ações de hoje: dividir o capital em partes iguais, vendê-las e, com o dinheiro obtido, financiar a expansão da companhia para vencer a Companhia Inglesa das Índias Orientais.

Tornou-se costumeiro os proprietários dos navios comerciais venderem cotas [partes/ações] de suas embarcações para angariar recursos para o financiamento de viagens em busca de mercadorias e negócios.

Como de costume, navios com qualidades construtivas ruins, ou de qualidade inferior, tinham cotas mais baratas. Muito pelo fato de suas madeiras, materiais e equipamentos estarem obsoletos, frágeis ou até podres. Portanto, a probabilidade destes navios sucumbirem em suas longas viagens eram mais elevadas. A perca de patrimônio era muito mais arriscada.

Com isso, em 1669, a Companhia Holandesa das Índias Orientais se tornou a mais rica companhia privada do mundo, na época: tinha 150 navios mercantes, 40 navios de guerra, 50 000 funcionários, um exército privado de 10 000 soldados e uma distribuição de dividendos de 40%.

Não demorou muito para outras empresas copiarem a ideia das tais “ações”.

VALOR

Contorno por vários assuntos e sempre enfatizo a palavra “valor”. Sinto obsessão por esta palavra tão pequena mas com imenso potencial financeiro, material e intelectual. Observo com muita sagacidade que o valor é determinado por um indivíduo singular, rodeado de afirmações e desejos pessoais, heranças comportamentais, culturais e sociais no meio em que vive. De todo modo, sempre haverá um determinante lógico que precifique algo. Não me refiro apenas a uma matéria palpável, mas também à questões interiores, sentimentais e emocionais, onde todo sujeito determina a porcentagem de valor que aquilo afeta sua vida.

Todo homem tem seu preço, diz a frase. Não é verdade. Mas para cada homem existe uma isca que ele não consegue deixar de morder.”

Friedrich Nietzsche

Reflito o pensamento de Nietzsche complementando também na seguinte estrutura: “logo, se há iscas, há predadores.”

DEPOIS DA FILOSOFIA, VEM AS OBSERVÂNCIAS

Observância: substantivo feminino

  1. Cumprimento rigoroso de uma regra; submissão a uma lei.
  2. 2. Ação de pôr-se em conformidade com um modelo, uma regra, um costume.

Começo redigindo e expressando meus pensamentos e ideias, fundeados em pequenas referências do cotidiano que são facilmente perceptivas a todos, sem exceção. Assim como o indivíduo do século XVI, que tinha plena consciência lógica de que se adquirisse cotas [ações] dos navios inferiores estaria arriscando mais o seu patrimônio, e portanto, talvez não tivesse o retorno desejado. Os sujeitos atuais também se comportam da mesma forma ao negociar descontos na compra de um automóvel, de um imóvel, de um combo de TV/Internet e até em simples compras nas feiras livres. Nas feiras são ainda mais incisivos em exigir os tais descontos. Lutam fervorosamente para ganhar uma negociação, de um produto qualquer, com o vendedor.

Vendedor:
– 1 é 5, mas faço 3 por 10!

Comprador:
– Faz 4 por 10 que eu levo!

DESCONTO: UMA UTOPIA NAS BOLSAS DE VALORES

Diante do contexto apresentado, me surpreende profundamente, principalmente nos dias atuais, tamanha distorção do conceito entre racional x valor. Por quê me surpreende nos dias atuais? Porque estamos permeados, inundados, encharcados com infinitas fontes de informações confiáveis, estudos e circunstâncias históricas, ou seja, que já foram vivenciadas incontáveis vezes, onde o humano morde as mesmas iscas implantadas pelos predadores. Entre elas [iscas], a ganância pelo rendimento rápido e infinito, a supervalorização irracional de um mercado composto por indivíduos que subestimam dados reais e exatos quando o tema é a saúde financeira, seja pessoal, das empresas ou dos aspectos econômicos simples que deveriam fazer parte da rotina e da capacidade minimamente racional de qualquer humano.

O cidadão do século XVI, que investia nos navios mercantes, certamente tinha um tremendo medo pela perda total de sua principal mercadoria [dinheiro], pois as viagens duravam aproximadamente oito meses até o regresso da embarcação e continham riscos incalculáveis como tempestades, doenças que afetavam a tripulação, inimigos [outros países e piratas] e por fim, produtos avariados ou estragados. Além disso, o governo não jorrava dinheiro pela janela para sua população. O seu dinheiro continha valor verdadeiramente produzido.

O que vivenciamos hoje? Humanos mentalmente debilitados em conceitos de valor. Desestimulação produtiva dos indivíduos pela fácil aquisição monetária em detrimento das novas características governamentais e disrupção completa por parte dos sujeitos atuantes nos mercados de capital aberto, onde a racionalidade está deixando de existir pela perda do medo das tempestades, do navio afundar, como no século XVI.

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Socialismo Utópico X Economia Produtiva

AS TULIPAS EXÓTICAS E O SOCIALISMO

Frequentemente me pego refletindo profundamente sobre o comportamento magnífico do ser humano. Muitas vezes surge suposições utópicas, as quais busco encontrar respostas racionais para tais atos e continuo falhando miseravelmente ao tentar justificar a ignorância irracional que permeia a sociedade desde os antigos egípcios.

Sempre sou enfático em cristalizar a origem da riqueza em valores intrínsecos, tanto que fiz uma abordagem sobre o lastreamento de valor baseado nos metais preciosos. Mas afinal:

O que é a riqueza? O que tem valor, de fato?

Historicamente, a primeira bolha financeira considerável ocorreu em Amsterdã, na Holanda, denominada como o mercado das Tulipas. Inacreditavelmente, as tulipas (plantas) eram extremamente valiosas por causa de sua raridade local e beleza exótica. Finalmente, a grosso modo, um senhor chamado Haarlem por algum motivo pessoal aleatório ou comportamental não honrou seus contratos e simplesmente ignorou o quanto o mercado (indivíduos) valorizavam aquela planta. Não preciso detalhar perfeitamente o que ocorreu. Basta o leitor compreender que os preços despencaram, muita gente levou um belo prejuízo e alguns à pobreza extrema.

Só há valor em algo quando o próprio humano enxerga a necessidade daquilo. A volatilidade e o lastro do valor são precificados pelo momento vivido pelo indivíduo.

Da mesma forma que houve a crise das tulipas, há tantas outras pirâmides financeiras e bolhas especulativas com o único propósito: enriquecimento rápido. Qual o fundamento que sustenta a base de valor sem um produto útil agregado? Riqueza por si não é sustentável se não houver uma produção do lado oposto. Cito como um simples exemplo [talvez considerado inútil aos seus olhos] uma horta qualquer para o sustento de uma casa [família]. Só há uma produção de temperos e verduras caso haja um sujeito produzindo na outra ponta. A produção nesta situação pode ser desde a aplicação de adubos, fertilizantes químicos e irrigação periódica até o final da colheita. Caso haja um aumento populacional na família ao longo dos anos, invariavelmente terá que ocorrer um aumento de produção e também acréscimo dos produtores [pelo envelhecimento e debilitamento natural do indivíduo] em algum momento. Agora considere este exemplo a nível de uma sociedade globalizada e complexa e reflita suas causas e consequências.

Da mesma forma que prega-se uma sociedade igualitária plena, nivelando por baixo todo o indivíduo, seja produtivo ou improdutivo, inevitavelmente ocorrerá o desestímulo mútuo dos mesmos. Afinal, a psicologia humana funciona baseada e lastreada em valores pessoais e intransferíveis, em desenvolvimento e crescimento próprio, independente da área de atuação. Quando há uma disruptura entre os valores singulares dos personagens com uma tentativa de igualá-los a nível de produtividade e sustentabilidade única, gera-se perda cognitiva existencial do humano. Os próprios sujeitos não irão valorizar por seus atos, conhecimentos, méritos, esforços e suas produções materiais e intelectuais. Não haverá métrica para a autovalorização, portanto, não haverá estímulos internos e externos que movimente o indivíduo e sua sociedade.

Considera-se o pensamento acima aplicando na família citada e sua horta. O sujeito que produz e cultiva seu horto tem a plena consciência da importância de que àquilo é necessário para o sustento de seu lar. Logo, há uma autovalorização pessoal e também há valor social perante seus familiares, tornando sua produção e sobrevivência intransferível para terceiros [estado] e gerando estímulos diversos e constantes para o crescimento pessoal e de sua família. O encorajamento individual será herdado pelos sucessores, gerando valor em suas existências.

Caso a consciência dos humanos sejam direcionadas incisivamente para a terceirização de suas responsabilidades, sobrevivência e competências, será herdada uma sociedade zumbi, na qual os sujeitos serão inertes, apáticos e sem impulsos comportamentais que acrescentem mudanças. Não haverá valor em sua capacidade evolutiva que produzam recompensas pessoais, intelectuais e materiais. A palavra mérito não terá valor.

REFLEXÕES ÚTEIS

Quantos médicos teríamos se a profissão não tivesse valor em sua atuação? Teríamos tantos músicos e artistas buscando sucesso caso não houvesse recompensa? Atletas fariam tanta questão de aprimorar e demonstrar suas habilidades pessoais? Agricultores alimentariam milhões de famílias apenas por amarem distribuir suas produções? Será que teríamos tantos influenciadores digitais caso não houvesse nenhuma recompensa? Poucas de muitas questões..

“Quem não é socialista aos 20 anos, não tem coração; quem continua socialista depois dos 40 anos, não tem cérebro.”

Nelson Rodrigues

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Reflexões Behavioristas Aleatórias

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Compaixão é o sentimento de pesar, de tristeza causado pela tragédia alheia e que desperta a vontade de ajudar, de confortar quem dela padece. Sentimento de piedade com o sofrimento do outro, independente de quem seja.

SERÁ?

Aspectos importantes a ser observado é a relação entre percepção de justiça e o efeito posse. O “distúrbio anormal do mercado” consiste, a grosso modo, em anomalias da contabilidade mental, praticamente imperceptível, que atua em todos os humanos que consomem algo em sua trajetória de vida. Para os consumidores, não há problema algum em ficar de olho, ou pesquisando as pechinchas diárias. Fazer uma boa economia em uma compra nunca fez mal a ninguém!

SERÁ MESMO?

Por mais que comprar, adquirir algo ou fazer um “bom negócio” pareça sempre economizar dinheiro, em muitos casos passa a ser apenas “gastar dinheiro”! Um custo apenas pelo preço e não por necessidade [trazendo até malefícios, em alguns casos].

VAMOS À PROCURA DE UMA PIZZA?

Digamos que um sujeito [S], puramente comportamental, resolva comprar uma pizza para comer naquele momento tão oportuno, mesmo não estando faminto e consciente que apenas 3 (três) pedaços o satisfaz. Ao ligar para uma pizzaria, o atendente o informa as tão deliciosas massas com preços muito atraentes. Uma denominada brotinho com apenas 4 (quatro) pedaços de pizza padrão custa R$ 10,00. Porém, há uma oferta super promocional relâmpago de uma pizza gigante com 8 (oito) pedaços que está custando apenas R$ 18,99!

No exato momento da informação recebida, [S] entra em um estado de euforia mental imediata pois já “raciocina” que está diante de um ótimo negócio. Tal atitude é descrita pelo economista comportamental Richard Thaler, como utilidade de transação [qualidade percebida do negócio]. Utilidade de transação baseia-se na diferença entre o preço efetivamente pago pelo produto [objeto] que normalmente se esperaria pagar, o preço de referência. No caso da pizza gigante, seria no mínimo R$ 20,00.

NÃO TEM MALEFÍCIO!

Destrinchando a situação apresentada por outro ponto de vista, observa-se que [S] não tinha uma fome avassaladora para comer a pizza gigante. E mesmo se tivesse, conscientemente sabe que no terceiro [ou até no quarto] pedaço ele já está saciado. Involuntariamente, a contabilidade mental de [S] avalia a situação como uma falsa utilidade de transação positiva, onde o negócio da pizza sai por uma “pechincha”.

Afinal, será mesmo que o sujeito obteve uma economia satisfatória? Por esta perspectiva de observação, [S] arcou com um custo a mais de R$ 8,99 em uma única transação, mesmo ciente de que só conseguiria comer até 4 (quatro) pedaços naquele momento. Isso o obrigaria comer o restante da pizza forçadamente naquele instante ou, guardá-la para comer em outro dia.

Acredito que a grande maioria concorde que não é muito agradável ao paladar comer uma pizza requentada após muitos dias. Digamos que [S] também tenha esta mesma sensação e coma as sobras no dia posterior. Portanto, conclui-se que o sujeito acabou comendo desnecessariamente o dobro do que precisava, com um custo maior e gerando uma despesa não-obrigatória. Além disso, deve-se refletir que [S] acabou ingerindo o dobro de gorduras nocivas em seu organismo, causando outros efeitos colaterais que influenciam diretamente em sua qualidade de vida e saúde.

MAS É SÓ UMA PIZZA..

Mas é só uma pizza! Mas é só um hambúrguer! Mas estava em promoção! Era um ótimo negócio! Eu preciso economizar!

etc etc etc.

A verdade é que sempre haverá um “bom motivo” para consumir, mesmo não analisando profundamente o quê, como e o porquê de estar consumindo. Conforme exposto, [S] arcou com um gasto superior supostamente promocional – em sua contabilidade mental – desconsiderando, efetivamente, uma característica pessoal relacionada à sua necessidade.

E se este sujeito [S] utiliza confortavelmente sua contabilidade mental em várias transições financeiras ao longo de um ano? Quanto ele gastou desnecessariamente?

O Básico Essencial

“As duas grandes surpresas para mim no Brasil foi o que não aconteceu: quando a taxa de juro caiu não houve colapso total da intermediação financeira. O segundo, seria inimaginável para o Brasil ver sua moeda chegar perto de R$ 6,00 e não haver uma crise em qualquer lugar”.

Mohamed A. El-Erian

NOTA

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BOLETIM DE EXPECTATIVAS

Começo fazendo um apanhado dos principais pontos que observei na última Carta de Conjuntura divulgado pelo IPEA, Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, em 13 de novembro de 2020.

Não sei se deveria fazer essa observação, mas vou. Após leitura do Boletim de Expectativas, fico com certo receio de estar interpretando de maneira errada, mas, mesmo com a atual realidade brasileira, o relatório me pareceu um pouco tendencioso em benefício do governo e contra os fatos diariamente vivenciados. O ponto exato que me chamou atenção referente à escrita de intenção oculta foi:

“Para o fim deste ano, a média do Focus espera a taxa de câmbio de R$/US$ 5,42, e posterior valorização do real até cerca de R$ 4,90 a partir de 2022.”

Uma projeção tão longa (2022) com queda expressiva na variação cambial sem considerar o principal fator – humano – chega a ser inacreditável. Além disso, deve-se considerar as divergências políticas e “equívocos” no trato com o dinheiro público e a dívida estratosférica do governo.

Voltando à citação inicial do economista El-Erian, alerta-me com ênfase o refrão:

… ver sua moeda chegar perto de R$ 6,00 e não haver uma crise em qualquer lugar“.

Portanto, interpreto que o câmbio tocando aos R$ 6,00 sem uma crise considerável já significa que a fragilidade do Real está cada vez mais exposta sem um forte motivo aparente. Vejo isso como um sinal de atenção, a luz amarela acesa.

EXPECTATIVA DO CÂMBIO

Assim está a projeção cambial de acordo com o IPEA para os próximos anos. Verifico uma tendência de queda cambial que estão tentando explicar resumidamente, devido a reforma na burocracia tributária programada para dezembro. Mas insuficiente a longo prazo se formos levar em consideração o histórico do risco-país.

Em uma postagem anterior, relatei que a Carta de Conjuntura divulgada em junho explanava que o câmbio USD/BRL encerraria o ano em R$5,14! Isso mesmo que você está lendo. Em menos de 6 (seis) meses já revisaram o fim de 2020 com uma diferença de R$ 0,20 centavos.

SOBRE O PIB E DÍVIDA PÚBLICA

Mais uma diferença negativa para a análise da Dívida Pública. De acordo com a Carta divulgada em julho de 2020, o PIB brasileiro estaria em uma retomada gradual com o encerramento em 93,7 pontos, mas no Boletim de novembro já há um decréscimo do PIB para 93,3 pontos.

Tais discrepâncias sugerem que estamos a passos largos para um caminho tortuoso e trágico. Nunca devemos deixar de observar também sobre a questão da dívida pública explodindo.

Comparando com a Carta de julho, já há um acréscimo de 1% na projeção da dívida líquida. Mais um pequeno desvio negativo! Acompanhem!

Consequentemente, encerra-se a análise comparativa da Carta de Conjuntura com a súbita elevação da dívida bruta do governo. Lembrando que as expectativas da mesma Carta trazem uma visão branda e positivista do futuro da economia. Mas como eu gosto sempre de pesquisar os mesmos dados anteriores, enxergo um futuro mais pessimista – sem viés político e ideológico -. Apenas comportamento do governo e dados absolutos.

E O DESEMPREGO?

Finalizando o artigo comparativo, trago mais uma informação errática de março de 2020 e comparo com a atual informação. Leia esta matéria do site Valor Econômico.

E compare com a atual situação divulgada em 27 de novembro de 2020, na qual o IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas – relatou: Taxa de desemprego sobe a 14,6% no 3º trimestre.

Um acréscimo de quase 2% das estimativas previstas é algo que merece uma atenção especial para o investidor de médio a longo prazo atuando apenas no Brasil.

Fontes:
O Que Nos Aguarda? – Behaving Econômico e Financeiro | #comcafé (wordpress.com)

Desemprego vai explodir no Brasil com coronavírus. A dúvida é o tamanho da bomba | Brasil e Política | Valor Investe (globo.com)

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Reação Inconsciente

“Parece ser afirmado que a teoria econômica precisa ser baseada na racionalidade, como questão de princípio. De outra forma não pode haver teoria.”

Kenneth Arrow

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RACIONALIDADE?

Como podemos crer que a economia realmente é baseada na racionalidade? Essa tentativa que o indivíduo busca em relacionar a economia teórica com a real cada vez mais se torna [ao meu ponto de vista] uma reflexão fútil e atrasada. Diariamente, caçar justificativas pontuais com intuito de valorar algum serviço prestado, principalmente no âmbito dos mercados, se tornou obsessivo, descabido e fácil de ser desmascarado.

Durante a semana de 23/11/2020 a 29/11/2020 me deparei com os seguintes títulos de artigos:

23 de outubro: Dólar Americano em Tendência de Baixa Antes das Eleições nos EUA
26 de outubro: Dólar Americano Pode Cair Mais Nessa Semana Com Incerteza Eleitoral no EUA
28 de outubro: Dólar Americano Pode Voltar a Se Valorizar Com Fechamento de Atividades na Europa
29 de outubro: Dólar Americano Pode Continuar Tendência de Alta em Novembro

fonte: investing brasil

Qual racionalidade há em demonstrações claras de incertezas em um curtíssimo espaço de tempo? A similaridade de tais conteúdos corresponde diretamente com a ansiedade do indivíduo que as lê e impropriamente toma suas decisões imediatistas. A necessidade do sujeito de dominar assuntos que envolve milhares de decisões humanas se torna uma completa incoerência no sentido racional. Muitas vezes, inconscientemente, o indivíduo confia plenamente nos incontáveis dados divulgados diariamente atraído pelos fatores: ganância e certeza.

INCOERÊNCIA

FONTE: INVESTING BRASIL

Observa-se a contradição óbvia nas informações extraídas da fonte que tendem a induzir, talvez indiretamente, o indivíduo em acertar a variação do fluxo cambial USD/BRL [dólar/real]. Na mesma escala temporal de 5 (cinco) minutos, dois indicadores sugerem compra e outros dois sugerem venda. São equívocos clássicos que o sujeito atuante no mercado deve diariamente estudar e se aprofundar na contraposição lógica que está exposto de forma quase oculta. Este tipo de situação ocorre pela elevada necessidade em atribuir valor a elementos que não se “mensuram”. Não há meio correto e exato de medir volatilidades instantâneas, as quais, são ocasionadas por comportamentos aleatórios humanos.

Por outra perspectiva, a divulgação das enormes programações do Calendário Econômico vem com a mesma finalidade dos dados acima:

Sobrecarregar os indivíduos com informações, saturando seu sistema emocional.

Informações que em grande parte não interferem diretamente e imediatamente nas questões financeiras das companhias. Frisando que: empresas sólidas e responsáveis buscam se adaptar a questões que não têm controle algum [políticas e governamentais], mirando primeiramente na sua capacidade produtiva e lucrativa.

CALENDÁRIO ECONÔMICO

Conclui-se: O humano que não prioriza suas energias e hábitos contínuos em quebras de informações claramente desnecessárias a médio e longo prazo, fatalmente tomará consecutivas decisões errôneas com o dinheiro investido.

FONTES
1. https://br.investing.com/analysis/dolar-americano-pode-cair-mais-nessa-semana-com-incerteza-eleitoral-no-eua-200438088
2. https://br.investing.com/currencies/usd-brl
3. https://br.investing.com/economic-calendar/

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